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"Não seremos capazes de sobreviver sem expandir a compaixão", alerta Christopher Germer

*Entrevista por Larissa Roso, publicada na GaúchaZH.

Autocompaixão não é um sinônimo de autopiedade. Em relação a nós mesmos, a primeira se refere a cuidado, enquanto a segunda designa pena, dó, comiseração. Foi para esclarecer o que está implicado nessa diferença, além de falar de um tema da moda – mindfulness, palavra utilizada por aqui também na versão original em inglês –, que o psicólogo norte-americano Christopher Germer esteve em Porto Alegre para ministrar um curso e lançar o livro Manual de mindfulness e autocompaixão: um guia para construir forças internas e prosperar na arte de ser seu melhor amigo, escrito em parceria com Kristin Neff. Para Germer, a maneira mais fácil de desenvolver compaixão pelos outros é despertar o sentimento em relação a si próprio.

"Mindfulness" é um termo muito usado hoje em dia, ainda que o conceito não seja novo. O que significa?
Há muitos significados para mindfulness. Se você quiser ver dois monges budistas brigando, é só perguntar para eles qual é a definição dessa palavra. Mindulfness se refere a um estado de ser e estar para o qual não há palavras. Não é nem um estado de pensamento; é um estado de consciência. É um tipo de consciência que não é pensamento. Particularmente, é um tipo de consciência equilibrada, ampla, calorosa, amorosa. Mindfulness tem as qualidades de espaço e calor. Mas também é a consciência da experiência do momento presente, aqui e agora. Podemos estar nesse estado o tempo todo. Por exemplo, podemos estar brabos e conscientes de que estamos brabos de uma maneira ampla e calorosa. Aí, estaremos, de fato, conscientes da raiva. Tudo, potencialmente, é um objeto de mindfulness, qualquer fenômeno. Mas uma definição simples é: saber o que estamos experimentando enquanto estamos experimentando ou ter consciência do momento presente.

Ouvi o senhor dando uma explicação muito bonita sobre compaixão: trata-se de amor diante do sofrimento. O que mais acrescentaria a essa definição?
A compaixão se divide em quatro partes: a primeira é o reconhecimento cognitivo de que existe sofrimento. A segunda é um tipo de ressonância emocional ou empática com o sofrimento: nós sentimos o sofrimento, seja o nosso ou o dos outros, e não apenas pensamos nisso. A terceira é quando temos o desejo de aliviar o sofrimento, ou seja, há sempre boa vontade. E a quarta parte é a ação. Então as quatro são: ver, sentir, desejar e agir. Podemos partir para a ação por meio de nossas palavras, de nossos pensamentos, de nosso comportamento, alguma forma de ação para aliviar o sofrimento.

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